INSTRUÇÕES DE APLICAÇÃO

Para se obter um revestimento de parede ou pavimento com características de resistência, qualidade estética e durabilidade, os intervenientes deverão ter em consideração as condicionantes do projecto na sua globalidade.

As indicações que se seguem devem ser consideradas como informações de carácter geral não dispensando da parte do projectista uma análise mais profunda dos condicionalismos da obra, nomeadamente as solicitações mecânicas e ambientais a que o revestimento irá ser submetido, as características do suporte e especificações de todos os produtos envolvidos, bem como os métodos a empregar e o tipo de manutenção durante a utilização futura.

A. Preparação da área de aplicação do material RMC

O suporte de cimento deve ter sofrido, no momento da colocação, a cura completa e as superfícies devem estar desempenadas e permanecer limpas de poeiras, gorduras, tintas, ceras ou quaisquer outros produtos susceptíveis de diminuir a aderência do agente colante.
Os produtos de colagem devem ser preparados segundo as instruções do fabricante e os métodos de aplicação devem seguir as normas de boa prática.
As colas devem ser espalhadas com espátula denteada de dimensão apropriada. Em locais onde poderão ocorrer maiores tensões e em referências escuras deve utilizar-se o sistema de colagem dupla de forma a garantir a não existência de vazios entre as peças e o suporte.
O excesso de produto de colagem e de preenchimento de juntas deve ser retirado imediatamente pois pode manchar os mosaicos de forma irreversível.
Para os acertos, os mosaicos devem ser cortados com disco diamantado.

B. Colas

O assentamento do material RMC deve ser feito com “argamassas-colas de dois componentes”.
Estas colas podem ser do tipo:
• “argamassas-colas modificadas por resina líquida” (produto em pó pré-doseado em fábrica, constituído por cimento, cargas bem graduadas e adjuvantes, que em obra será amassado com um ligante orgânico em dispersão aquosa);
• “argamassas-colas de cimento e resina” (produto em pasta pré-doseado em fábrica, cujo constituinte principal é uma dispersão aquosa dum ligante orgânico, que em obra é amassado com um produto em pó, pré-doseado, contendo cimento; as cargas podem estar contidas no produto em pasta ou no produto em pó).

As “argamassas-colas de dois componentes” são aconselháveis a todas as situações, inclusive aquelas em que se prevê a existência de dilatações diferenciais de origem termo-higrométrica, causadoras de tensões elevadas, como é exemplo o exterior.

Existem também os cimentos cola, que são compostos pré-misturados à base de cimento, areia, resinas e outros aditivos, aos quais se adiciona água no momento da aplicação. Estes cimentos cola apresentam normalmente baixa elasticidade, não sendo, por isso aconselháveis para grandes formatos sujeitos a tensões elevadas. Não recomendamos a utilização deste tipo de cimento quando o material a aplicar sejam as referências Cabo e Verde Bragança.
A “argamassa-cola” deve ser amassada de acordo com as instruções do fabricante.

C. Aplicação

A colagem deve ser dupla, isto é, a cola deve ser aplicada no paramento da parede e no tardoz do ladrilho. A argamassa-cola deve começar por ser espalhada no paramento da parede com talocha ou espátula de bordo liso e, de seguida, penteada com talocha ou espátula de bordo denteado, retirando o produto em excesso. A aplicação da argamassa-cola no tardoz deve ser feita com espátula lisa.

O perfil e as dimensões do denteado das espátulas são definidos pelo fabricante da argamassa-cola.

A argamassa-cola deve contactar com toda a área do tardoz dos ladrilhos e nunca com menos de 85% dessa área.

Assim que o ladrilho seja aplicado sobre a cola espalhada na parede, devem imediatamente e sequencialmente ser efectuadas as seguintes operações:
• transmissão de um ligeiro movimento de rotação ao ladrilho;
• aplicação de pressão sobre os ladrilhos.

A área de contacto entre a cola e o tardoz deve ser frequentemente controlada durante o assentamento. Para tal, deve extrair-se, a intervalos regulares, um ladrilho acabado de aplicar e analisar o respectivo tardoz.

D. Juntas

Outro aspecto importante a ter em consideração são as juntas entre os ladrilhos, não recomendamos a colocação sem junta. O assentamento dos ladrilhos deve ser feito de modo a que fiquem definidas juntas entre os ladrilhos com 2-5 mm, posteriormente preenchidas com produtos pré-doseados em fábrica, concebidos para esse efeito.

O intervalo de tempo a respeitar entre a colagem e o preenchimento das juntas varia entre 3 a 5 dias, consoante as condições de temperatura e humidade relativa do local.

O produto utilizado no preenchimento deve ser aplicado com utensílio adequado, por exemplo, espátula ou talocha de borracha dura, que seja capaz de o obrigar a penetrar e preencher completamente as juntas, em profundidade e largura.
Para uma definição regular da largura das juntas podem ser interpostas “cruzetas” de plástico entre ladrilhos contíguos.

Antes de preencher as juntas é necessário proceder à sua limpeza.

Os excessos de argamassa-cola, que refluam pelas juntas, ou de produto de preenchimento das juntas devem ser imediatamente extraídos com pano ou esponja.

E. Limpeza final e protecção

Uma vez concluída a aplicação, o revestimento deve ser limpo e protegido até ao início da utilização. Não empregar produtos ácidos ou alcalinos para a limpeza que causarão danos irreparáveis ao mármore que compõe o produto. Empregar apenas detergentes neutros.

Os procedimentos e periodicidade das operações de limpeza e manutenção a adoptar para o material RMC são análogos aos que convêm aos revestimentos de mármore ou calcário naturais.

Notas:

  • Devido à presença de ferro na constituição das referências Verde Bragança e Cabo, deve evitar-se o seu uso em locais onde se verifique o contacto prolongado com água.
  • Os produtos RMC não garantem por si só a estanqueidade dos revestimentos. Para o efeito deverá prever-se a instalação de sistema de isolamento no suporte.
  • Para revestimentos de fachada com alturas superiores a 3 m é aconselhável a utilização de sistema de ancoragem/grampeamento.
  • Em pavimentos sujeitos a abrasão e tráfego intenso, evitar a utilização de cores escuras.


INSTRUÇÕES DE MANUTENÇÃO

Tal como acontece com os vários tipos de mármore natural, os produtos de Mármore Compacto RMC manterão de forma contínua a sua beleza se forem observados alguns cuidados, tais como a manutenção dos pavimentos livres de areias e outras impurezas e a não utilização nas limpezas de produtos ácidos ou alcalinos que atacam o mármore.
Aconselha-se a colocação de capachos especiais de dimensão apropriada nas zonas de comunicação com o exterior.
Para utilização doméstica está disponível uma linha de produtos para cuidar do Mármore Compacto RMC também aplicável a outras rochas ornamentais:

  • Decapante RMC para remoção profunda de todas as impurezas incluindo restos de ceras e outros produtos muito entranhados.
  • Limpador Neutro RMC para a limpeza diária.
  • Impermeabilizador RMC para evitar manchas de produtos agressivos.
  • Cera Protectora RMC que mantém de forma eficaz o brilho original.


Em pavimentos sujeitos à abrasão e/ou grande tráfego, aconselha-se a realização de tratamentos de manutenção adequados por firmas especializadas, que podem incluir o tratamento de vitrificação com vista a obter um maior endurecimento da superfície.

Nota importante:

  • Produtos ácidos ou alcalinos não devem ser utilizados na limpeza pois causarão danos irreparáveis ao mármore que compõe o produto.

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